domingo, 5 de março de 2017

Relato de Experiência: Educação a Distância e a Tecnologia.
Nasci em 11 de julho de 1990, maior parte da minha infância foi na rua brincando com os filhos dos vizinhos, jogando bola etc. Meu primeiro contato com o computador foi em um Windows 1995, na máquina dos meus primos. Naquela época diversão era brincar no software de desenhos, o famoso paint. Só bem mais tarde, já com treze anos, em 2003, que ganhei minha primeira máquina, mesmo assim sem acesso à internet. Mais jogava que estudava. O computador, para mim, ainda não havia adquirido a importância que ele tem nos estudos. A internet só veio chegar com o acesso à banda larga na minha casa. Foi em 2006, junto à uma nova máquina, que descobri as potências escondidas da união entre máquina e internet. E ainda assim, longe da educação.
Trago à tona esses acontecimentos para exemplificar o seguinte: acredito que minha geração tenha sido a que mais vivenciou as mudanças causadas pela ascensão da internet. A que mais sofreu mudanças. A geração anterior a minha, já eram adolescentes na chegada da tecnologia. Na geração posterior, já nos anos 2000, as crianças que são hoje adolescentes, já não imaginam uma vida sem esse tipo de acesso a informação. Logo, minha experiência é sem precedentes para uma análise da potencialidade desse fenômeno global.
Percebe-se a falta de contato com a educação pela internet na minha juventude. Demorou um tempo considerável até começar a estudar via internet. Salvo engano, foi a partir de 2010 o início dos estudos através dessa ferramenta comunicativa. Desde 2002, em Brasília, concursos públicos foram e continuam sendo o centro de toda meta profissional, de qualquer um. Pergunte em salas de aula e ouvirá o seguinte plano de vida brasiliense: universidade e depois concurso – alguns invertendo a ordem, inclusive eu. Aproveitei que estava servindo na Força Aérea Brasileira e comecei a adquirir materiais em Portable Document Format (Formato Portátil de Documento) para concurso em um site grande direcionado ao mercado de concursos. Com documentos apenas em PDFs, o meu contato com vídeos viria só há três anos.
Como acadêmico, desejoso de ter uma vida intelectual em academia e como possuo aptidão para Ciências Políticas, ingressei na Uninter no último ano. Foi aqui, nesse período, que realmente a internet começou a ter uma posição educacional mais importante na minha vida. Transformou completamente meu jeito de ver a internet. Ela é sem sombra de dúvidas a minha maior aliada na minha jornada acadêmica. Hoje estou cursando Filosofia na mesma Uninter de antes. E essa união, filosofia e internet, está sendo uma das coisas mais incríveis, mais maravilhosas, mais entusiasmante nessa nova fase. Meu universo se expandiu.

Educar-se é ser livre. Ser livre é poder pensar, poder pesquisar, poder se aprofundar em aquilo em que lhe interessa, segura e lhe impede de realizar sua plenitude como ser humano. Na internet, você aprende alemão com um nativo sem sair de sua cadeira. Existem aulas de matemática no youtube, assim como dicas de português. Pode ser baixado livros em domínio aberto. Se a democracia é igualdade e liberdade, a internet é ferramenta essencial nos tempos atuais para manter-se assim.

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