sábado, 12 de novembro de 2016
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
domingo, 6 de novembro de 2016
O que dá a validez a seu ensinamento é ser ele próprio (O. M. G.) um dos nossos escritores mais seguros, mais eficientes, avesso por natureza e por bom gosto à eloquência oca, à afetação retórica, à exuberância léxica, ao fraseado bonito, em suma, a todos os requintes estilísticos hedonistas e sibaríticos que com mais frequência falseiam a expressão das ideias do que contribuem para sua fidedignidade. (Comentários à Comunicação em Prosa Moderna de Othon M. Garcia)
A valorização abusiva, que visa uma sedução dos leitores, uma grandiloquência por parte dos escritores, ou seja, qualquer atenção direcionado além do necessário, só causa viés de compreensão.
O pensador escritor transmite à sua obra sua paixão pelo assunto e a eleva ao nível de objeto da investigação, distraindo-o do objetivo científico. O valor passa a ditar a investigação e direciona o entendimento. O pensador é o admirador que traduz em suas obras sua paixão; enchendo-as de glamour e adereços. Ele é guiado por sua admiração.
O pensador escritor transmite à sua obra sua paixão pelo assunto e a eleva ao nível de objeto da investigação, distraindo-o do objetivo científico. O valor passa a ditar a investigação e direciona o entendimento. O pensador é o admirador que traduz em suas obras sua paixão; enchendo-as de glamour e adereços. Ele é guiado por sua admiração.
Nosso material de estudos é o discurso. O discurso está para nós, filósofos, o que o cálculo está para a matemática. Ele é o nosso meio de investigação e o nosso objeto. Dito isso, conhecer grandes obras literárias é no minimo uma obrigação para compreender melhor a comunicação na nossa língua. Ler João Guimarães Rosa, ou Machado de Assis, passa a ser uma obrigação. E que deliciosa obrigação!
Ariano Suassuna, em uma de suas palestras, disse: se eu chamo Chimbinha de gênio, o que vou usar para falar de Beethoven?
Transmitir conteúdo por meio da língua é uma tarefa problemática, mas necessária. Transmitir livre de paixões? Ah! Isso é uma outra história.
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