quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Um Lugar

  Fim de tarde; o sol encontra-se com seu leito. O crepúsculo pálido traduz os efeitos do cotidiano na alma. Cronos vai cobrando sua divida; O grande vilão dos aflitos é implacável. 
 O fardo de Atlas ataca constantemente; não há escapatória. Mas, graças a Pandora, nada está perdido. Existe um lugar de tranquilidade. Dizem as histórias que ele está mais perto que nunca.
  Basta olhar para si, no mais isolado lugar da mente; seu próprio campos Elísios. É só girar a roda da consciência e voltar-se para si e lá estará o seu templo interior.
  Vejo, do alto do vale, uma cachoeira de águas cristalinas caindo, continuamente, monotonamente, em um luga que traduz a pureza da alma infantil que todos possuem.
  A praia é acariciada por águas frias e pacíficas. Um carinho que nunca acaba; um puro afeto. A alguns metros de distância, uma formação antiga, feito de madeira e lenços, traduz a paz que os antigos orientais ensinaram e só os elevados alcançaram.
  E no centro um tapete circular; o centro do meu universo. É só fechar os olhos, e em mim, encontrar-me. Longe do mundo, longe dos titãs.

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