quinta-feira, 7 de julho de 2016

Dolores Umbridge e a hipocrisia decadente em Harry Potter

Olá. Para o leitor da obra de J. K. Rowling, o quinto livro é um marco. É nele que a escritora ultrapassa a linha infantil, e a obra cria um universo misto de fantasia e realidade. Ela traz em sua escrita a morte da inocência do  menino-que-sobreviveu.

A repercussão da aventura no Torneio Tribuxo, trouxe sérios problemas à Hogwarts. Com o Ministério da Magia tentando depreciar a imagem de Dumbledore e a de Harry Potter e intervir na Maior Escola de Bruxos do Mundo. Nisso aparece Dolores Umbridge, uma senhora de aspecto baixo e nada especial. Mas é ai que a mágica acontece.

Dolores é uma mulher de meia idade, funcionária do Ministério e foi declarada Alto Inquisidora de Hogwarts. Pessoa sem nenhum traço especial. Nada de espetacular. Usa vestes rosas, com um sorriso cortes no rosto(falsiane).

Impositora de regras, não gosta quando sua autoridade é ameaçada e nem quando as regras são quebradas. Se acha no direito de fazer o que bem entender, SE estiver protegendo "as regras". E isso, na minha humilde opinião é a mais sombria maldade no livro; e, na realidade, mais sombria do que o próprio Lorde das Trevas. 

Uma pessoa que se acha melhor que as outras por seguir as regras; esquece da empatia; da benevolência com o próximo; e, mesmo assim, se acha no direito "divino" de fazer o que bem entende, por ser a guardiã da sociedade "decente". Isso é a maior indecência! 

E nossa amada escritora mostra isso com uma qualidade incrível, mágica. Mostra a decadência que já nos custou muito, e ainda nos maltrata. A divinização das regras só gera hipocrisia, arrogância, preconceitos e maldades disfarçadas de justificativas; justificativas resumidas muito bem nas palavras da personagem "o que Cornélios não vê, Cornélios não sente".


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